Quanto custa migrar sua infraestrutura para a nuvem? Guia completo para 2026

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Quanto custa migrar para a nuvem é uma questão essencial para empresas que buscam adotar essa tecnologia. A migração para a nuvem não é mais uma tendência; é um imperativo estratégico para empresas que buscam escalabilidade, agilidade e, acima de tudo, eficiência de custos. Muitas companhias já perceberam que manter um data center local gera altos custos de manutenção, energia e depreciação de hardware. Portanto, o movimento em direção à cloud computing é crescente e irreversível no mercado brasileiro.

No entanto, a pergunta que sempre surge é: quanto custa, de fato, migrar minha infraestrutura para a nuvem?

A resposta não é simples, pois o custo da nuvem não é uma taxa fixa, mas sim um modelo dinâmico baseado no consumo e na arquitetura escolhida. Dessa forma, preparamos este guia para detalhar os diferentes tipos de custos envolvidos. Além disso, apresentamos as estratégias essenciais para você planejar a migração de forma inteligente, garantindo que o investimento se traduza em economia real já em 2026. Este material é um guia completo, desenvolvido para orientar gestores de TI e executivos financeiros.

Desvendando os custos da nuvem: o modelo de pagamento por uso

Ao contrário do modelo tradicional (On-Premise), onde o investimento é majoritariamente CAPEX (Capital Expenditure – gastos de capital), a nuvem opera em OPEX (Operational Expenditure – gastos operacionais). Em outras palavras, você substitui um grande investimento inicial em hardware por pagamentos mensais previsíveis.

Entender essa mudança é o primeiro passo para controlar os gastos. Assim como uma conta de luz, sua fatura de cloud varia conforme o uso. Portanto, o planejamento e o gerenciamento contínuo são essenciais para evitar surpresas. Afinal, o controle de custos na nuvem é uma responsabilidade compartilhada entre a tecnologia e a gestão financeira, um conceito conhecido como FinOps (Cloud Financial Operations). Conforme a experiência mostra, a ausência de FinOps é o principal fator que leva empresas a gastarem mais do que o previsto.

Os custos de nuvem se dividem em três categorias principais, que você deve mapear cuidadosamente.

1. Custos de infraestrutura e consumo (o coração da fatura)

Estes são os custos diretos, atrelados aos serviços que você utiliza. Afinal, você está alugando recursos do provedor.

  • Computação (Servidores em Nuvem): É o custo por máquinas virtuais (VMs) ou contêineres em execução. Ele depende do tamanho (núcleos de CPU e memória RAM), do tempo de uso e do sistema operacional. Ainda mais, a escolha entre instâncias On-Demand (pagamento por hora/segundo) ou Instâncias Reservadas (desconto por compromisso de longo prazo, de 1 ou 3 anos) impacta significativamente o valor final. Muitas vezes, um servidor tradicional que operava com picos em momentos específicos é substituído por instâncias menores que se auto-escalam quando a demanda aumenta. Dessa forma, você paga apenas pelo pico de uso real.

  • Armazenamento de Dados: Este custo está ligado ao volume (gigabytes) e ao tipo de armazenamento. Por exemplo, armazenar backups de longo prazo (Cold Storage) é muito mais barato do que armazenar dados de alta performance (Block Storage). Da mesma forma, é preciso considerar o custo de armazenamento de snapshots (cópias de segurança rápidas), que acumulam e muitas vezes são esquecidos. Portanto, a política de retenção de dados precisa ser rigorosa e automatizada. Além disso, a escolha de regiões e a redundância (replicar dados em múltiplos locais) influenciam a precificação.

  • Rede e Transferência de Dados (Egress): Este é o custo que mais surpreende os iniciantes. Embora a transferência de dados para dentro da nuvem (Ingress) seja geralmente gratuita, a transferência de dados para fora da nuvem (Egress) ou entre regiões diferentes do provedor é tarifada. Logo, se você tem muitos clientes baixando arquivos ou se precisa transferir grandes volumes de dados para um data center local, este valor pode ser alto. Em outras palavras, a nuvem gosta de receber dados, mas cobra para deixá-los sair.

2. Custos de licenças, segurança e compliance

A migração para a nuvem implica a necessidade de soluções de segurança e compliance que precisam ser migradas ou readquiridas.

  • Sistemas Operacionais e Bancos de Dados: Se você migrar um servidor com licença Microsoft Windows Server ou SQL Server, poderá ter que pagar a licença diretamente ao provedor de nuvem (modelo License Included). Contudo, se sua empresa já possui as licenças (modelo Bring Your Own License – BYOL), o custo de consumo de nuvem será menor. O planejamento de licenciamento exige atenção especial, pois a mudança de ambiente pode invalidar ou alterar os termos de uso de suas licenças atuais, assim como a escolha do provedor (hyperscaler) influencia diretamente a portabilidade.

  • Segurança Cibernética de Perímetro: A segurança na nuvem é um modelo de responsabilidade compartilhada. Assim, o provedor protege a infraestrutura da nuvem, mas você é responsável pela segurança na nuvem (dados, sistemas operacionais e aplicações). Portanto, o custo de firewalls virtuais é indispensável. A Fortinet, por exemplo, oferece o FortiGate Next-Generation Firewall (NGFW), que protege o perímetro e as aplicações web com recursos avançados e segurança multicamadas coesa. Dessa forma, sua rede virtual fica protegida contra ameaças de dia zero e explorações.

  • Proteção de Dados e Continuidade do Negócio: Para atender à LGPD e garantir a continuidade dos negócios, soluções robustas de backup e recuperação de desastres (DR) são essenciais. A Acronis oferece o Acronis Cyber Protect Cloud, que integra backup, recuperação e segurança cibernética (anti-ransomware e anti-malware baseado em IA) em uma única plataforma. De fato, esta solução garante backup seguro e imutável com RPOs e RTOs (Recovery Point Objective e Recovery Time Objective) próximos a zero, cumprindo os mais rigorosos requisitos de compliance. O custo dessa proteção integrada é um investimento que garante resiliência.

3. Custos de suporte, pessoal e gerenciamento

Estes são os custos intangíveis, mas cruciais para o sucesso e a estabilidade da migração a longo prazo.

  • Consultoria e Planejamento (Pré-Migração): A fase de planejamento, que inclui a análise do ambiente atual (Assessment), a arquitetura da solução e a execução da migração, geralmente exige o apoio de especialistas. Assim como construir uma casa, a fundação deve ser bem-feita. Este custo inicial é crucial, pois um erro de arquitetura pode levar a desperdícios gigantescos de consumo meses depois.

  • Treinamento e Reciclagem da Equipe: Seus colaboradores precisam aprender a gerenciar o novo ambiente de nuvem, que é diferente do data center tradicional. Portanto, investir em treinamento de habilidades em cloud computing é fundamental para garantir a eficiência a longo prazo. Afinal, uma equipe que não sabe desligar um recurso ocioso pode anular toda a economia esperada.

  • Serviços Gerenciados (Pós-Migração): Muitas empresas optam por contratar serviços gerenciados em IaaS. Dessa forma, elas terceirizam a monitoria 24×7, a gestão de patches, a otimização de custos e a segurança para um parceiro especializado. Afinal, isso permite que a equipe interna de TI foque em projetos estratégicos e de inovação, liberando-a das tarefas operacionais diárias. Conforme a infraestrutura cresce, a complexidade de gestão também aumenta.

Os custos ocultos que ninguém menciona (o planejamento completo)

Ao calcular o custo total da migração, muitos orçamentos falham ao ignorar custos indiretos, mas inevitáveis. Por outro lado, o planejamento completo inclui a previsão desses valores.

  1. Custo da Fase de Teste e Qualidade (QA): Durante a migração, você precisará replicar e rodar o novo ambiente na nuvem paralelamente ao seu sistema on-premise. Logo, você pagará por ambos simultaneamente por um período. Além disso, o tempo de testing é vital. Um teste malfeito gera problemas de performance pós-migração, o que leva a retrabalho caro e frustração do usuário final.

  1. Custo da Reversão (Plano B): Um plano de rollback (reversão) completo exige que a infraestrutura on-premise permaneça em operação e sincronizada por um tempo após a migração, caso o novo ambiente falhe. Consequentemente, isso adiciona um custo temporário de manutenção do ambiente antigo. A capacidade de reverter a migração é um custo de seguro, garantindo que o negócio não pare em caso de imprevistos.

  1. Custo da Modernização da Rede (Acesso): Para garantir que os usuários locais acessem a nuvem com velocidade, pode ser necessário investir em conectividade dedicada (Direct Connect) ou em soluções de acesso seguro e unificado. Nesse sentido, o FortiSASE da Fortinet, por exemplo, unifica a rede e a segurança em uma plataforma nativa da nuvem. Assim, ele garante acesso seguro e eficiente a aplicações e dados, simplificando a gestão e melhorando a experiência do usuário.

  1. Custo de Desativação do Data Center: Descomissionar seu data center local envolve custos de energia, descarte de hardware (com compliance ambiental) e a rescisão de contratos de manutenção e telecomunicações. Portanto, este valor deve ser calculado e considerado no retorno sobre o investimento (ROI).
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6 estratégias de migração (os 6 R’s) e a complexidade de custos

A forma como você migra seus sistemas define a complexidade e o custo. O Gartner define seis abordagens principais, os “6 R’s”.

  1. Rehost (Lift and Shift): Mover o sistema como está. É a migração mais rápida e com o menor custo inicial de projeto. Em outras palavras, você não muda nada, apenas a localização. Ainda assim, é o método que oferece o menor potencial de otimização de custos na nuvem, pois leva o desperdício do on-premise para o cloud.

  1. Replatform (Lift, Tinker and Shift): Migrar, mas fazendo otimizações leves, como mudar o banco de dados para uma versão gerenciada (PaaS). Assim, a economia de gestão é imediata, e o custo de projeto é moderado.

  1. Refactor/Rearchitect: Refazer a arquitetura do aplicativo para aproveitar nativamente os recursos da nuvem (Cloud Native). Ainda mais, este método oferece a máxima escalabilidade e o maior potencial de redução de custos a longo prazo. No entanto, ele tem o maior custo e tempo de projeto inicial, sendo indicado para aplicações críticas.

  1. Repurchase (Comprar Novamente): Mudar para um produto SaaS diferente. Por exemplo, substituir um servidor de e-mail local pelo Microsoft 365. É uma abordagem que terceiriza completamente a gestão da infraestrutura e é ideal para softwares de mercado.

  1. Retire (Aposentar): Identificar sistemas que não são mais necessários e desativá-los. Dessa forma, você evita migrar lixo para a nuvem, gerando economia imediata e simplificando o escopo.

  1. Retain (Manter): Manter sistemas on-premise por razões de compliance ou baixa viabilidade de migração. Portanto, o modelo final é a nuvem híbrida, conectando o novo ambiente com o local.

Leia também: Como Migrar Para a Nuvem Com Segurança e Performance

Finops e governança a longo prazo: o segredo da sustentabilidade financeira

Migrar é apenas o começo. O desafio real é manter a eficiência financeira após o processo. Afinal, o risco de gastar mais na nuvem é real e comum.

A metodologia FinOps combina finanças, tecnologia e negócios para maximizar o valor dos investimentos em nuvem. Segundo seus princípios, a visibilidade e a alocação de custos são a chave.

  • Alocação de Custos (Tagging): Todos os recursos na nuvem devem ser “tagueados” (rotulados) por centro de custo, projeto e equipe. Assim, você sabe exatamente quem está gastando o quê.

  • Previsibilidade e Orçamento: Crie orçamentos detalhados e utilize alertas. Conforme seu gasto se aproxima do limite estabelecido, o sistema deve notificá-lo antes que o estouro aconteça, permitindo ações proativas.

  • Governança Automatizada: Crie regras para que recursos ociosos sejam desligados automaticamente. Da mesma forma, implemente políticas para que novos recursos sigam o padrão de rightsizing definido pela empresa. Portanto, o controle de gastos deixa de ser manual e se torna parte do código da infraestrutura, garantindo a disciplina financeira.

O valor da infraestrutura no Brasil: Equinix e baixa latência

Para empresas com operações no Brasil, a localização física dos dados e a qualidade da interconexão são fatores de custo e de performance cruciais.

A Equinix, líder global em data centers, é a espinha dorsal de infraestrutura para soluções que exigem baixa latência e soberania de dados no país. Conforme a Equinix, o Brasil é um centro digital vital na América Latina, com forte demanda por soluções de nuvem híbrida e compliance local.

A Pronnus aproveita essa infraestrutura de datacenters de classe mundial Equinix em São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, o acesso ao Equinix Fabric permite a interconexão privada e segura com diversos provedores de nuvem e parceiros de negócio. Dessa forma, a Pronnus oferece uma solução IaaS com alta disponibilidade que combina a agilidade da nuvem com a segurança física e a proximidade de rede exigidas pelo mercado nacional. Acima de tudo, a Equinix no Brasil se compromete com a energia renovável, o que confere um benefício de sustentabilidade e compliance ambiental ao seu investimento.

Garanta o sucesso e a eficiência da sua cloud com a Pronnus

A migração para a nuvem é um projeto complexo. Ele requer arquitetura inteligente, gestão de custos rigorosa e, principalmente, segurança de ponta. Felizmente, a Pronnus é sua parceira ideal nessa jornada.

Nós unimos a expertise de campo de nossa equipe com a força de líderes globais em tecnologia:

  • Segurança Consistente (Fortinet): Implementamos o Fortinet Security Fabric na sua nuvem, utilizando FortiGate NGFW para garantir a segurança cibernética unificada, desde o perímetro até as aplicações, em qualquer ambiente (multinuvem ou híbrido).

  • Resiliência Máxima (Acronis): Garantimos a continuidade do seu negócio com o Acronis Cyber Protect Cloud, fornecendo backup seguro e imutável e proteção contra ransomware, com RTOs e RPOs que atendem aos requisitos mais exigentes da LGPD.

  • Infraestrutura de Elite (Equinix): Nossas soluções em nuvem IaaS se apoiam em datacenters de classe mundial Equinix, garantindo baixa latência, alta disponibilidade e um ecossistema digital interconectado.
Um infográfico ou ícone mostrando a interconexão de diferentes camadas de segurança: Firewall,Backup e Rede.

Aqui na Pronnus a gente não oferece apenas tecnologia, nós entregamos a tranquilidade de saber que a arquitetura, a segurança e a gestão financeira da sua nuvem estão em mãos especialistas, aplicando a metodologia FinOps para que seu investimento seja sempre otimizado. Por fim, garantimos que a redução do TCO (Total Cost of Ownership) se concretize, transformando a computação em nuvem empresarial em uma vantagem competitiva real.

Você está pronto para migrar com segurança, previsibilidade e o apoio de parceiros globais? Não arrisque seu investimento na nuvem por falta de planejamento e segurança especializada.

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